terça-feira, 8 de maio de 2007

Fim dos Tempos

Boa tarde, pessoal!! O Inominativo continua vivo e contente, com umas postagens aleatórias, de vez em quando, como é de costume. Então chega de delongas, porque eu estou atrasado e quero postar logo.

Sabe que tem dias em que eu abro a página inicial do portal do Terra e me entristeço profundamente. Notícias ruins em cima de notícias ruins são atiradas para cima de nós, pobres humanos, quando menos esperamos. Se você, amigo, é um cara optimista que acha que o mundo tem salvação, você é desmentido sempre que vê as principais notícias da semana, não? Ah, não sabe do que estou falando? Vou deixar claro pra você.

O Fim dos Tempos
Breve Apanhado das Coisas Infinitas que se Findam

Era um agradável domingo. O pôr-do-sol e as buzinas diziam que era só mais um domingo que chegava ao fim. Só que não era só mais um domingo. Não este. Acabada de ser derrubado um dos fundamentais pilares da sociedade brasileira. Ali, naquele mesmo instante. Um imortal acabara de morrer. A humanidade, claro, não tinha a menor idéia de nada do que estava acontecendo. Ninguém avisou nada. Houve uma nota em um rodapé de uma página na internet. Alguém comentou em um tópico de uma comunidade no orkut. E talvez tenham falado algo naquelas rádios-noticiários que ninguém ouve. Mas a verdade era dura como um muro de aço - Enéas Carneiro, o imortal Enéas, havia morrido. De leucemia, no Rio. Alguns afirmam até que foi às 11h56. Mas ele havia morrido.
Como, oh, Trombetas Douradas, o ícone maior da barba política brasileira simplesmente deixava este planeta? Como um ser que julgávamos imortal e duradouro, como o Sete de Setembro, como o Pão de Açúcar, como a rapadura e o bobó de camarão, simplesmente morre? O que estará acontecendo?
Ainda se fosse somente Enéas "Meu Nome É Enéas" Carneiro que tivesse esticado as canelas, a gente não estaria tão chocado. Mas o Enéas foi somente mais uma vítima para o hall de imortais que simplesmente... morreram. Ah, você não se lembra de outros? Seu desmemoriado infeliz! Permita-me, então, lembrar:
Tudo começou no longínquo ano de 2005. As coisas começam a ficar esquisitas porque anunciaram a morte do mestre e amigo do povo, João Paulo 2º. O titio papa era aquele vovô carismático, que todo mundo gostava, pô. Mas foi atacado por ninjas enquanto dormia. Consta que ele derrubou 4 ninjas antes de morrer. Depois, foi a vez do inesquecível Pat Morita, o Kesuke Miyagi, o vovô Miyagi. A opinião pública fica chocada. Duas gerações inteiras lamentam a morte do venerável ator, ao som de Survivor ("I'm a man who i'll fight...").
Entra então a Idade Média, o ano de 2006, e mais imortais morrem. Primeiro, Telê Santana, o Mestre Telê. Depois, em plena Copa do Mundo, morreu o Bussunda. E daí, Raul Cortez morreu também, grande Cortez. Mas as coisas não ficaram só por aqui, não. Morreu o duro de matar Augusto Pinochet, que ninguém achou que ia morrer antes do fim do mundo. O Fidel quase caiu do barco também, mas esse foi salvo. Depois, foi a vez do desenhista Joseph Barbera, que é só o criador de 3/4 de todos os desenhos que você assistiu na infância. E o ano de 2006 ainda tinha uma grande surpresa: Saddamzinho, o ditador mais querido do Ocidente, foi enforcado pelos porcos ocidentais.
Ainda não está chocado, então, huh? O ano de 2007 traz mais notícias para acabar com seus nervos. Na mesma semana que anunciaram a morte de Nair Bello, anunciaram a morte do Sandy e Junior (não que eles tenham morrido, mas a dupla se desfez). E depois, logo depois, o mestre de todos os beberrões políticos, e mentor intelectual do Lula-lá: Boris Nikoláievitch Iéltsin, o mano Bóris, não agüentou e bateu a caçuleta. Especulou-se que foi porque ele bebia vodka demais, mas a gente sabe que os russos têm uma resistência sobre-humana pra esse tipo de coisa. A morte dele continua um mistério. Mas Mano Bóris deixará saudades.
E agora, perguntamos, estupefatos, aos oráculos e sacerdotes? Será que Silvio Santos e Dercy Gonçalves serão os próximos imortais a irem para a terra dos pés-juntos? Quem abandonar-nos-á e nos deixará sem esperanças para o futuro? Quem, oh, céus?
Então, ficamos nós, desesperançosos, esperando o pior. O dia em que, finalmente, os emos convencerão o mundo a cortar os pulsos e se suicidar. A não ser, é claro, que morramos antes. Que coisa mais fúnebre.
Ah, sim, a música de hoje fica a cargo de outro imortal.

Ouvindo:
Get Up (I Feel Like Being A) Sex Machine
James Brown
Sex Machine (1970)

5 comentários:

Cibele disse...

Ei, vc esqueceu o grande mestre Roberto Marinho. snifs snifs

heheheh
ótimo texto, as usual.

beijo

Karla, sim, a fresca. disse...

Seu post me deprimiu T.T

Anderson Caco disse...

Eu não sei porque demoro tanto tempo para vir aqui, se sei que as risadas são certas! Muito bom, inteligente, sarcástico e bem humorado! Por que diabos você faz Economia, meu jovem?

Até as próximas!

Anônimo disse...

Nossa, minha memória ñ tá das melhores, hehe... qnta gnt! eu nem lembrava =S

Kelly disse...

Ah, eskeci de me identificar... =P