quinta-feira, 17 de maio de 2007

Pipoca

Boa noite, macacada!! Pro Rafael agora é uma agradável madrugada, com um vento assaz chatinho. Mas eu estou armado com minha intrépida jaqueta! Hoho! Pois é, eu não sei o que você têm a ver com isso, mas eu já escrevi. Não vou apagar, pô.
Seja lá como for, eu acho que hoje é dia de atualizar de novo meu blog. Aliás, cá entre nós, estou bastante contente, se vocês me permitem. Recentemente tenho descoberto que têm bastantes pessoas visitando ele! Obrigado a você que vêem ler o meu blog, ainda que não deixem comentários avisando. Eu fico contente em saber que as pessoas lêem e gostam do meu blog. Contente que nem uma criança, vocês deviam ver.

Finda a saudação, vamos à introdução. Estava eu, novamente, a olhar para a página inicial do meu blog e pensando o que eu poderia escrever aqui. Naturalmente, eu não consegui pensar em nada. Eis que uma voz gritou no meu ouvido, sei lá eu de onde: "pipoca". Foi tão alta que eu até estou espantado por não ter acordado ninguém aqui em casa. Depois desse grito totalmente audível, eu vou ouvir essa voz extra-dimensional. Pipoca!

PIPOCA

Na minha humilde opinião, pipoca é um dos alimentos mais estranhos já visto pela humanidade. Junto do ovo de codorna, da pimenta, do limão, da barata e outros alimentos exóticos, a pipoca é realmente excêntrica. Quer dizer, é um treco com cor de nada, com forma de nada, com jeito de nada e com gosto de nada. E, p*** que o pariu, é uma delícia comer pipoca! Gerações vêm e virão, e ninguém sabe dizer direito qual é a sacada por trás da pipoca. Aliás, pra muita gente ainda há grandes dúvidas sobre como um grãozinho de milho tão nanico e inofensivo vira aquele monte de... monte de... pipoca (?).
Conto, pro leigo amigo que não sabe como o milho vira pipoca, que dentro do milho há algumas moléculas de água, e há uma solução com bastante amido (o mesmo amido, by the way, com que se faz o amido de milho - a Maizena, se você prefere). Quando o milho é aquecido, digamos, em uma panela ao fogo, o calor rápido agita tanto as amiguinhas que a pressão lá dentro aumenta, as moléculas de água vaporizam, a casquinha do grão de milho não agüenta e, aí, elas soltam a fran... eeerm, estouram (pop!) a casca. Do lado de fora, essa solução de amido, que estava meio gelatinosa por causa do calor e pressão, esfria rapidamente, e fica com um jeitão espumoso, até que ela fica durinha. Pipoca!
Ok, Rafael, obrigado pela aula (completamente dispensável) de bioquímica. Qual é, afinal, a crise com pipoca? É um monte de Maizena quente com formato de dente extraído, ué. O meu ponto é que as pessoas realmente gostam da pipoca, não é? Fala a verdade, meu rapaz. Lá está você, inocentemente, assistindo à Sessão de Sábado na Globo - vamos supor que você não é um destes adolescentes chatos que são contra a Globo, a sociedade e o capitalismo - e sua mamãe vai, sorrateiramente, até à cozinha. Ela quer te preparar uma surpresa, mas os planos dela vão abaixo quando o primeiro pop! é ouvido pela casa. Ahoy, pipoca! E mais uma feliz tarde comendo pipoca salgada, deixando cair pipoca no chão, conversando com seja lá quem esteja na sala com você, deixando cair pipoca no chão, pedindo mais pipoca, deixando cair pipoca no chão. Depois de uma bacia lotada destes monstrinhos branquelos, vem, naturalmente, uma sede terrível pra ajudar a engolir os quilos de sal que você colocou na pipoca. Oh, dear, mais uma vez, aquele monte disforme de nada ajudou uma tarde a ser feliz. Até, é claro, a mamãe obrigar a catar as pipocas do chão. Audácia...
Daí teve um norte-americano sagaz que em um belo dia de sol devia estar olhando para algumas pipocas - talvez saboreando algumas, embora seja difícil saborear algo sem gosto - e imaginou que aquilo poderia fazer lá algum sucesso nas vendas. Então ele decidiu vender pipoquinhas no cinema, o bandido. A pipoca, no início do longínquo Século Vinte, já era razoavelmente popular na terra do Tio Sam, vendida na base das toneladas em parques e feiras e lojas e onde mais você imagine que um norte-americano gaste seus dólares naquela época. Então ele lucrou (voz de Sílvio Santos ON) melhões de reaês! (voz de Sílvio Santos OFF). Ou dólares. Bah, vocês entenderam. Aliás, falando em pessoas que enriqueceram, li agora na internet que havia um fazendeiro muito rico nas terras americanas. Quando veio o crack da Bolsa de 1929, ele ficou pobretão. O dinheiro que lhe sobrou foi investido em um carrinho de pipoca. Ele ganhou tanto dinheiro que chegou a comprar, anos depois, uma fazenda três vezes maior. Lenda urbana?
Seja lá como for: a indústria pipoquífera sofreu um grande revés nos anos 1940 e 1950. Inventaram a televisão!! E agora? Como vender pipocas, se as pessoas não vão mais no cinema? Ah, mas se tem uma coisa que os americanos herdaram dos britânicos, foi a inventividade. Um outro sagaz americano ouviu sobre um forno que usava microondas para aquecer as coisas. Ele pesquisou mais sobre, e criou as pipocas de microondas!! E lá está mais um norte-americano nadando em dólares. Lucky bastard.
Mas e aí? Quem me explica por que todos gostamos de pipoca? O barulhinho simpático (pop!)? O simpático gosto de nada, leve e fácil de comer? As cascas presas no dente, depois de uma bacia? O formato de "borboleta"? Ah, sei lá, a raça humana é esquisita. Eles gostam de cada coisa... O cara inventa um treco que toca música como qualquer outro, põe uma cor branco-veadinho, coloca um ridículo nome (iPod) e vende aquilo como se vendesse água no Saara. Então, pensando bem, pipoca não é tão esquisita assim. Já que todo mundo gosta, né? Dêem a eles o que eles pedem! Pão e circo ao povo! E pipoca e cinema também! O dia em que eu for Imperador do Brasil, vou decretar que a pipoca e o cinema serão de graça. Votem em mim!

Então eu fico por aqui gente boa! Eu tenho ainda que dormir, para acordar amanhã e estudar. Maldição, por que eu decidi ser alguém na vida? Só pra eu me ferrar, mesmo. Oh, masoquismo infernal...

Feliz semana, pessoal! A gente se encontra aqui da próxima, espero!

Ouvindo:
Supermassive Black Hole
Muse
Black Holes and Revelations (2006)

6 comentários:

Anônimo disse...

Ah, se fosse assim, arroz seria mais "nada" que a "nada" que a pipoca é. A gente incrementa com temperos: bacon, manteiga, tempero de miojo, ajinomoto... vejo que você é amador, ainda. Tem muito que aprender na vida universitária (republicana-unespiana).

E pipoca tem cheiro de pipoca.

;***

gabriela disse...

ai, fui que comentei mas nao foi o nome!

Tali disse...

Rafael... espero que seja um mero erro de digitação... mas eu me assutei...: " Junto do ovo de codorna, da pimenta, do limão, da barata e outros alimentos exóticos... "

Eu ADORO pipoca!!!!!!!
É tão bom...
O mais estranho é qeu durante o filme no cinemark nem repara se que acabou-se ao Mega combo e lá vai voce perder parte do filme para pegar o refil...
Quer dizer... isso quando se tem quase 15 reais pra comer no cinema... ohh pipoquinha mais hiperfaturada...
alias.... vou aqui fazer um pouco... jah qeu milho yoki eh bem baratinho....
hehehehe

Bjo!!! Gostei do texto!!!

Kelly disse...

Haha, só vc msm pra escrever um texto desse tamanho falando de pipoca e ñ ser cansativo, idiota ou sem nexo =P
Eu gosto de pipoca, mas tenho evitado ultimamente... essa minha gastrite q só causa =S

Karla, sim, a chata de sempre disse...

Escreve sobre os pinguins, eles são tão engraçados!

Bobo!

:B

Beijinhos da chata de sempre

Virgínia disse...

Se a raça humana é esquisita por gostar de pipoca, eu não sou esquisita? \o/
Mas, se todo mundo gosta de pipoca, menos eu, eu sou esquisita? :S

E eu tô no grupo das pessoas que adoram o teu blog mas que não comentam. O que vale é eu gostar do que você escreve, né, maninho querido? \o/